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Menos risco cambial nas concessões

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26 de outubro de 2016

Menos risco cambial nas concessões

Petróleo $ Gás

Rio de Janeiro - O secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, Moreira Franco, confirmou na tarde desta quarta-feira (26) que o governo estuda uma forma de reduzir riscos cambiais para investidores que participarem do novo programa de concessões brasileiro.

"Estamos mobilizando nossos companheiros do Banco do Brasil, do BNDES e da Caixa, além de organismos internacionais, para enfrentarmos a questão do risco cambial", disse.

A afirmação foi feita durante palestra na conferência Rio Oil & Gas 2016, promovida pela indústria brasileira do petróleo. "É claro que nós temos que encontrar outra solução que não a indexação, porque vivemos no Brasil uma experiência catastrófica de indexação, que nos levou a situações difíceis de serem superadas", completou.

Moreira forneceu alguns poucos detalhes dos planos em estudo. "Temos que usar toda a nossa imaginação, todo o nosso conhecimento dentro das próprias regras dos contratos para que nós possamos compatibilizar o risco cambial que eventualmente exista."

Na palestra, Moreira citou as conversas travadas recentemente com potenciais investidores, em road shows feitos na Inglaterra e no Japão. Segundo ele, há maior confiança em relação ao Brasil. As novas regras das concessões encontraram apoio no exterior.

Apesar disso, a questão do risco cambial é citada por gestores de fundos de investimentos estrangeiros como uma necessidade. Ao longo do último ano e meio, a taxa de câmbio oscilou fortemente no Brasil. E os estrangeiros demandam um mecanismo de proteção específico para a infraestrutura -- isso porque já há disponíveis no mercado outras formas de seguro contra movimentos bruscos no preço do dólar.

Além da disposição de oferecer proteção contra o risco cambial, Moreira  Franco citou a adoção de debêntures no financiamento dos projetos como parte da estratégia de atração do capital estrangeiro. O estímulo às debêntures é novidade instituída pelo novo governo no Projeto Crescer.

As debêntures serão emitidas pelos consórcios vencedores dos leilões. Os papéis pagarão juros de mercado. Num primeiro momento, serão adquiridos pelo BNDES e pelo fundo de Investimento em Infraestrutura do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa. Os dois bancos públicos, porém, já anunciaram a intenção de revender os papéis no mercado secundário.

 

Autor: Assessoria de Imprensa

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