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Banco do Brasil vai atuar no financiamento de concessões

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13 de setembro de 2016

Banco do Brasil vai atuar no financiamento de concessões

A participação do Banco do Brasil no financiamento do PPI se dará prioritariamente de forma sindicalizada.

A participação do Banco do Brasil no financiamento do PPI (Programa de Parceria de Investimentos) se dará prioritariamente de forma sindicalizada, junto com outros bancos, na fase inicial dos projetos, na chamada fase “Pré Complition física e financeira”, considerada a mais crítica do Projeto.

Os bancos concederão fiança bancária, e essa garantia firme acompanhará os projetos durante a fase de construção até o Completion Financeiro, fase que pode durar, em média, de 4 a 8 anos. A partir do momento em que as concessões estiverem maduras e começarem a gerar recebíveis (receitas), as fianças serão extintas e, assim, os bancos, poderão alocar capital em novos projetos. Essa rotatividade é benéfica para todos os atores envolvidos.

Um dos principais pontos do novo modelo, portanto,  é o fim dos empréstimos-pontes, os quais eram concedidos pelos bancos no início da estruturação dos projetos, com expectativa de liquidação por meio do funding de longo prazo (via BNDES, por exemplo), que seria alocado após determinado período. No entanto, se houvesse a frustração desses recursos de longo prazo em determinada fase das concessões, os bancos teriam de arcar com o não pagamento dos empréstimos.

Segundo o presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli, o novo modelo muda completamente a percepção de risco por parte de todos os agentes.  Com a proposta, BNDES e o FI-FGTS suprirão a necessidade de funding de longo prazo, a partir do momento inicial. Os bancos, organizados em sindicatos – inclusive o BB – entrarão com a fiança bancária na fase inicial. O funding do BNDES e FI-FGTS será alocado, por exemplo, via aquisição de debêntures com prazo de até 15 anos, emitidas pelas Sociedades de Propósito Específico, SPEs.

Segundo Caffarelli, a carta de projetos do Brasil é das melhores e maiores do mundo, fato que sinaliza um futuro promissor para os financiamentos viabilizados por meio de fontes privadas, como um mercado de capitais robusto. Com a esperada convergência das taxas de juros de curto e de longo prazo, o presidente do BB defende que o mercado secundários dessas  debêntures irá deslanchar, gerando o fluxo necessário de capital para novos financiamentos.

- Como era modelo de financiamento anterior
Os bancos concediam empréstimos-pontes que serviam como funding dos projetos durante a fase de construção. Em um segundo momento (após a construção), um novo empréstimo (do BNDES) era liberado para suprir a necessidade de recursos dos projetos e quitar as operações originais, feitas para a fase de construção.
Com a estrutura de financiamentos fatiada em dois momentos diferentes, inclusive concedidos em condições temporais distintas, alguns empréstimos finais não foram liberados. Com isso, os empréstimos-ponte ficaram em aberto nas carteiras dos bancos, gerando prejuízo ao sistema financeiro.

- Como fica
a) O novo modelo prevê o fim dos chamados empréstimos-pontes, que financiavam projetos antes do ingresso do funding de longo prazo.
b) O foco estará na consolidação do mercado de capitais. O funding necessário do projeto virá, sobretudo, da emissão de debêntures, por meio das SPEs, e que serão adquiridas pelo BNDES, pelo FI-FGTS e demais investidores interessados, já no momento inicial do projeto.
c) Os bancos (BB e grandes instituições privadas), organizados de forma sindicalizada, darão a fiança durante a fase inicial do projeto (construção), considerada a mais crítica, desde que considerem o projeto tecnicamente viável. Essas fianças perderão a validade assim que os projetos estiverem prontos e gerando receitas. Dessa forma, além de concentrarem sua atuação na análise de risco, os bancos comprometerão capital com as operações por menos tempo, podendo garantir mais projetos que tenham interesse.
d) Os contratos serão padronizados e previamente consolidados entre os agentes, de forma que eventos inesperados, a exemplo de impasses ambientais, não inviabilizem os prazos.
e) O foco, no primeiro momento, é com a viabilidade dos projetos, a qual influenciará a percepção de risco por parte dos potenciais investidores.

Fonte: Banco do Brasil

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